segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
Abandonas-te tudo. Relembrava um sol e uma lua que só existia em seu mundo. Quando olhava para o céu, onde quer que esteja, ele não é o que deseja ver. O que fazer? Encontrar equilíbrio era a palavra que todos pediam. Mas era pouco, os extremos agradavam. Um pouco mais apimentado ou doce quando se quer, salgado quando o corpo pede. Só eloquência de que pensa que pode fazer do mundo, laboratório de experiência. Mesmo com tanta fome, ladrões e filhos da puta que pensam que respeito é enganar. Não! Não! Não! É a resposta na ponta da minha língua, enquanto na ponta da sua, nem G, H, I, J, K, L, M, N... Existem. Obrigada por me fazer mais burra, ou mais esperta no que o sistema me exige. Ao som dos amigos que ouvem o barulho de tudo que rui. Eu, rugindo, me pergunto onde é que esconde a metade que procuro na maçã. Invento um prato mais atrativo, de cores e sabores. Estou insone, sem paladar, anoréxica da fome que nunca vou saciar. Elas nem entendem que sou capaz de fazer. Ele nem sabe a força que guardo. Só me sacode e tenta fazer com que eu sinta a dor da perda que ele já viveu. Eu quase sem a flor posso fazer da rosa vermelha, luz para vela, cera, como a cara pálida que tens quando não tem a dor suficiente que te arranca outro pedaço.
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário